quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ana Vanessa Carolina...


Segue uns trechos de uma entrevista da Ana que saiu na revista Quem...
coisas super valor, super certas, amo.

'Que outra artista brasileira se atreveria a subir ao palco e cantar “Fui eu quem bebi, comi a Madona” além de Ana Carolina? “Ninguém!”, responde, às gargalhadas, a própria cantora, que acaba de lançar o CD e DVD Multishow Ao Vivo – Ana Carolina: Dois Quartos. “Imagina se a Ivete Sangalo cantaria isso?”, diz ela a QUEM, no Bar D’Hôtel, no Leblon, no Rio. De frente para o mar, a mineira ironiza seu jeito carioca de ser: “Tomo chope de sapato preto, calça preta, quase barroca”.'

QUEM: Sabia que a música “Eu Comi a Madona” teria tanta repercussão?
AC:
Um pouco, sim. Quero passar liberdade para as pessoas, cantar e dizer o que estou a fim. Em “Cantinho”, música deste último CD, tem uma parte muito caliente, que é como uma fantasia em que estou com uma menina e ela, chupando meu pau. É uma coisa livre. Bandas de rock já falavam de sexo desde 1900 e tais. Era natural e aberto. Agora, quando digo que comi e bebi a Madonna, eu chamo a atenção. Mas não me incomodo. Posso fazer isso. Se tem uma pessoa que pode, sou eu.

QUEM: Por quê?
AC:
Porque não vejo a Ivete cantando uma coisa assim (gargalhadas). Imagina se ela cantaria isso? Então, deixa que eu canto. Taí: vou fazer uma música para a Ivete. Eu comi quem, hein? Quem ela poderia comer? O Bono Vox (vocalista do U2). “Eu comi o Bono”. Taí, e ainda faz merchandising do biscoito...

QUEM: Você está namorando?
AC:
Não, só faço lanche.

Eu, Vanessa, me realizei aqui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

UEM: Já pensou em casar, ter filhos?
AC:
Já pensei. Isso me passa de vez em quando. Ter filho, não sei, mas casar pode ser engraçado. Pode ser ótimo.

QUEM: Com menino ou com menina?
AC:
Com os dois, quem sabe? Com um menino e uma menina juntos. Seria perfeito. Chamo a Ivete para cantar. Nisso, ela já vai estar com o Bono, que vai de padrinho. Aí chamo um padre legal. É um bom projeto para 2009.

QUEM: Você acha que uma pessoa que sai de uma longa relação estável homossexual embarca imediatamente numa hétero?
AC:
Primeira coisa: tanto o corpo do homem quanto o da mulher são eróticos. Nus, são sempre eróticos. Por isso, não tenho problema com a sexualidade. Agora, tem um ponto que me incomoda nos homens, que é essa coisa do dia-a-dia. A mulher é um ser complexo. O homem é reto, direto, simplista. Isso me incomoda, porque gosto das coisas complicadas. Gosto desse redemoinho da mulher, dessa coisa confusa que é o pensamento feminino, cheio de arabescos. Por outro lado, meus melhores amigos são homens, porque confio, não têm “falaçãozinha”. Mulheres têm.

QUEM: A idéia de passar de uma menina para um menino a atrai?
AC:
Quero começar a fazer essa oscilação: o complicado e o simples (gargalhadas). Estou solteira e atenta.

QUEM: Além da Madonna, quem mais você comeria?
AC:
Deixe-me ver... Britney, não. Johnny Depp! Não quero nada, né? Só o Johnny Depp, nu, aqui na minha frente, com a Madonna do lado! Uauuu! Ia ser sensacional, uma noite inesquecível. Gravaria um disco no dia seguinte, só de hits.

QUEM: Qual é o seu tipo?
AC:
Mulheres, gosto das femininas, com beleza-padrão: loira, de olho azul, corpo tudo (risos), tudo de bom. Agora, homem perfeitinho e delicado, não! Homem tem que ser homem, com bastante pêlo. Mulher tem que ser sem pêlo, muito gata, muito linda.



precisa mais... depois eu mesmo vou escrever horrores sobre essa entrevista, agora tô meio sem tempo... fazendo projeto!!!!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Condicional



Quis nunca te perder
tanto que demais
via em tudo céu
fiz de tudo cais
dei-te pra ancorar
doces deletérios

E quis ter os pés no chão
tanto eu abri mão
que hoje eu entendi
sonho não se dá
é botão de flor
o sabor de fel
é de cortar

Eu sei, é um doce te amar
o amargo é querer-te pra mim
do que eu preciso é lembrar, me ver
antes de te ter e de ser tua, muito bem

Quis nunca te ganhar
tanto que forjei
asas nos teus pés
ondas pra levar
deixo desvendar
todos os mistérios

Sei, tanto te soltei
que você me quis
em todo lugar
lia em cada olhar
quanta intenção
eu vivia presa

Eu sei, é um doce te amar
o amargo é querer-te pra mim
do que eu preciso é lembrar, me ver
antes de te ter e de ser tua
o que eu queria, o que eu fazia, o que mais?
e alguma coisa a gente tem que amar
mas o que não sei mais

Os dias que eu me vejo só
são dias que me encontro mais
e mesmo assim eu sei também
existe alguém pra me libertar

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Ai Se Sêsse - Zé da Luz


Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse a porta do céu e fosse te dizer qualquer tolice
E se eu arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tavés que nois dois ficasse
Tavés que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse...

quarta-feira, 9 de abril de 2008

o novo já nasce velho?

Táaa tudo bem que eu sei que tem uma música de um grupo legalzinho por aí com esse refrão, mas dessa vez, me refiro à Arquitetura que é muito mais legal de se falar, não do que de música, claro que artes em geral, é um assunto bastante discutível - no sentido de gerar uma boa discussão e sempre com ótimos frutos, palpáveis ou não, mas quem é que julga isso - mas Arquitetura é uma paixão pessoal. Voltando à discussão de originalidade, pensemos assim: conhecemos todas as formas geométricas primárias, cores primárias, texturas, enfim, temos um repertório primário, no que diz respeito à matéria prima, desde de que colocamos os pés na escola, alguns quiçá na vida. Partindo do princípio de que tudo vem das formas básicas (triângulo, quadrado e círculo), seja da sua combinação, retaliação, abstração, combinação, transformação, etc. Não existe nada original, é sempre uma releitura, sempre uma novidade velha, ou uma renovação como a que fazemos com algumas roupas que ficam guardadas no fundo armário, na comidinha que sobrou do almoço, na tela abstrata com a sobre de tinta a paleta, enfim, nunca teremos o prazer de inventar algo novo de verdade, aí em vêm à cabeça o pós modernismo - isso existe mesmo? - particularmente eu acho que não, creio que a arquitetura estagnou-se na inovação de materiais, no novo obtidos pelo sistema construtivo, pela tecnologia que nos permite avançar alturas, criar formas inusitadas, porém ainda vivemos aprisionados nos princípios modernos, quando vamos quebrar esses paradigmas?

sexta-feira, 4 de abril de 2008

retorno...

Após longos 7 meses sem andar por aqui, retorno.
Entorno, torno.
Entorno o cálice de antigas lembranças para amanhecer ressacada com as idéias novas.
Torno o que foi doce amargo,
afórmo o que já foi agradável aos olhos..
retorno.