Não quero você de rosto escondido, de boca calada e corpo despido.
Quero você, aos brados, armado, alado, mal falado e incontido.
Não quero você com frio, sede ou fome.
Quero você num instante super-homem, homem que analisa, paralisa, purifica, petrifica meu grão.
Não quero você sem você.
Quero você com sujeiras, sem peneirar, lapidar, ou lustrar.
Quero sua forma bruta, sua matéria-prima, sua rima, sua lira, seu verso, sua prosa, sua melodia.
Não quero você com disfarces, máscaras ou capas.
Não quero suas roupas, suas palavras, seu cabelo, sua guitarra.
Quero sua marra, sua essência, suas idéias.
Te quero sem amarras, militante, relutante.
Não quero sua bandeira, suas cores, suas causas, seus guias.
Não quero sua casca, sua malha, seu boné, sua pulseira ou seu anel.
Quero você cru.
Nu.
Despido de sua pele, na veste da lua, em suas quatro fases.
Quero você, aos brados, armado, alado, mal falado e incontido.
Não quero você com frio, sede ou fome.
Quero você num instante super-homem, homem que analisa, paralisa, purifica, petrifica meu grão.
Não quero você sem você.
Quero você com sujeiras, sem peneirar, lapidar, ou lustrar.
Quero sua forma bruta, sua matéria-prima, sua rima, sua lira, seu verso, sua prosa, sua melodia.
Não quero você com disfarces, máscaras ou capas.
Não quero suas roupas, suas palavras, seu cabelo, sua guitarra.
Quero sua marra, sua essência, suas idéias.
Te quero sem amarras, militante, relutante.
Não quero sua bandeira, suas cores, suas causas, seus guias.
Não quero sua casca, sua malha, seu boné, sua pulseira ou seu anel.
Quero você cru.
Nu.
Despido de sua pele, na veste da lua, em suas quatro fases.


