
A vida é cheia de percalços, caminhos, estradas, avenidas, grandes cidades, ruelas e cidadelas.
Algumas com múltiplas saídas, pontos de chegada e partida, novidades, surpresas, chegadas e despedidas,
mas não é por isso que ela - a vida - não se reinventa todas as horas, mesmo quando achamos que não há mais solução.
Como arquiteta que sou, alio muito a vida com a evolução das cidades, mas a vida, diferente das cidades, não permite que alguns lugarejos permaneçam esquecidos,
mal cuidados, oculto ao olhos dos mais atentos ou dos mais distraídos, ela nos exige soluções, e sempre soluções à curto prazo por mais que tentemos adiar, procurar maneiras, evitar acidentes, desastres, sofrimento.
Por que ela, como nós, tem a necessidade de novo, de respirar ar puro, está sempre querendo mais, e mais, e sempre e tanto.
E como a vida é diferente do indivíduo!
É corajosa, ousada, mesmo quando o indivíduo 'imperra' ela toma toma seu próprio curso, seus próprios rumos, não se permite acomodar, fracassar, fraquejar, toma força,
cria oportunidades, nos faz enxergar um horizonte novo, até que o atual nos incomode, levando-nos à uma levantada, uma escalada, às novidades.
É aí onde acontecem as reviravoltas inesperadas, o que chamamos de sobe e desce, luz e escuridão, tempestade e bonança, alegrias e tristezas...
À nós, colaboradores dessa vida, resta-nos vivê-la da melhor forma, aproveitando tudo que ela nos oferece. Porque em cada punhado de doce, vem um dedo amarguinho, e em cada punhado de amargo vêm dois ou três dedos doces, é só degustá-los com sabedoria.












