terça-feira, 28 de junho de 2011

Insanidade, ignorância ou realidade?

Todo mundo viu a polêmica do dia de ontem protagonizada pela então Deputada eleita pelo PDT - RJ @Myrianrios e seu discurso ignorante ao relacionar HOMOSSEXUALISMO e PEDOFILIA (veja aqui). Ontem mesmo sua assessoria veio com as mãos cheias de panos quentes dizendo que havia sido um engano, um mal entendido e blá, blá,blá. Hoje saiu uma nota com um pedido de desculpas porém reafirmando tudo que foi dito no dia anterior.

O que chamou minha atenção e despertou minha indignação é que tanto no discurso quanto na nota, a deputada afirma ser Católica, (pra mim ela é Caótica) de formação atriz e missionária (oi??).  A Igreja Católica a qual fui apresentada, conheço (fiz 2 anos de Teologia) e amo não está representada nas falas dessa senhora, e sim no Tema da 15º Parada LGBT  "Amai-vos uns aos outros...".

A Igreja Católica  concorda com o slogan. "Mas a igreja se reserva o direito de ser contra a união homossexual", disse o padre Antonio Pereira, porta-voz da Arquidiocese de São Paulo


Deputada, a senhora em seu discurso impensado  incitou e reacendeu uma série de insultos e provocações que já haviam sido em grande parte sanados, entendo que suas palavras não foram de ordem religiosas, mas a senhora entende que quando se coloca na posição de missionária Católica, as palavras que saem da sua boca, soam como palavras da Instituição à qual você representa? A senhora entende sua responsabilidade?

De acordo seu raciocínio:

"Aqui em casa, eu gostaria que meus filhos crescessem pensando em namorar uma menina para perpetuar a espécie, como está em Gênesis. No momento em que eu descobrir que o motorista é homossexual e poderia, de uma maneira ou de outra, tentar bolinar o meu filho, eu não sei. De repente, poderia partir para uma pedofilia com os meninos. Eu não vou poder demiti-lo. A PEC não permite porque eu vou estar causando um prejuízo a esse rapaz homossexual." Myrian Rios, deputada estadual (PDT-RJ). E sua defesa para ir contra a PEC 23/2007 qualquer pessoa também tem o direito de não querê-la no Poder Público, visto já ter posado nua algumas vezes, ter filhos fora do casamento e ter vivido maritalmente com alguns homens. Mordeu a língua ein, senhora Deputada? Atirou no próprio pé.
Um pedido simples de desculpas não basta, atitudes como está não atrai, repele. Vai de encontro ao Evangelho, que segundo sua formação de  missionária, a senhora deveria estar pregando/vivendo, não escandalizando, porque pra mim, o que não edifica destrói.

Assim como todos, homossexuais são sim, bem vindos e queridos no seio da Igreja, o conselho para eles é comum à todos.

Eu, Vanessa, como Católica Apostólica Romana, me envergonho e desculpo-me por tais declarações serem relacionadas a Igreja.

Há CRISTÃOS e cristãos, assim como há PAIS e pais.

Sem mais no momento.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Você arriscaria?

 

Você arriscaria chamar  esses caras de bichinhas?




 

Esta é a semana que antecede a 15ª Parada do orgulho GLBT de São Paulo e a cidade já está    lotada de gays (lindos) de todos os cantos do Brasil!  Segue o link para o portal com a    programação completa.

Porque a Parada não é só domingo, tem toda uma programação cuidadosa, acesse e divirta-se!

http://www.paradasp.org.br/

Veja também a Programação Paralela!

 

 

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Homens, a decisão é nossa!

Não se enganem por favor, desde de que o mundo é mundo a decisão de ficar ou não com um cara é SEMPRE nossa. E quando comumente, escutamos a equivocada frase: Ah cara, não peguei porque quis deixar pra você. Nosso íntimo se contorce em gigantescas gargalhadas, seguidas do famoso 'bobinho, continua assim que está ótimo. Vou fazendo o que quero e você achando que manda '.

Essa habilidade é naturalmente feminina e nada pode-se fazer contra ela.  -Van, como detectar? Nem tenta, vai ficar paranoico e se transformar num Dom Casmurro da vida. O melhor é viver sem pensar nisso, confia em mim.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Estupro, roubo da dignidade.

Mais do que machucar a pele, machuca a alma.

Confiança perdida, muitas sequelas para sempre.
Li o relato abaixo no Blog do @FelipeVoigt

e quero muito dividir com vocês. A carta segue na íntegra e para ler o post também na íntegra acesse o Querido Ogro, Blog onde o Felipe recebe muitas cartas de pessoas, geralmente mulheres, que sofreram e/ou sofrem algum tipo de violência e abuso. Todos podem colaborar.

Querido Ogro:

Há cerca de 20 anos minha família se mudou para pra fora do Brasil e eu, sempre muito independente, fiquei morando sozinha com 17 anos. Um ano depois, em uma sexta-feira, eu e uma turma de amigos do cursinho nos encontramos em uma lanchonete dentro do shopping. Amigos dos amigos também vieram, eu não conhecia a todos ali. A noitada se acabou e fui pra casa.

Ao chegar no portão de casa não pude encontrar as chaves na minha bolsa, estranhei, mas achei que tivesse perdido. Peguei uma cópia escondida em um vaso e entrei. Mal coloquei os pés na sala e fui agarrada. Com as mãos na minha boca, ele me impediu de gritar. Eram três rapazes, três desconhecidos na minha sala, três dos "amigos" da lanchonete que haviam roubado a chave de dentro da minha bolsa em uma ida minha ao banheiro!

Me arrastaram até o quarto e lá fizeram de mim a sua festa, o seu fim de noite. Toda vez que eu tentava empurrar, ou gritar, sua navalha me cortava a pele... tenho cicatrizes até hoje por todo o corpo, em todos os membros. Logo que me jogou na cama, o primeiro dos três foi me pedindo pra eu tirar a roupa. Como não obedeci, levei a primeira navalhada quando ele rasgava minha calça. Foi muito bruto ao tentar penetrar na posição mamãe-papai... eu era virgem e me doeu muito mais do que eu imaginava que fosse doer. Ele foi breve, gozou muito rápido, e eu dei graças a Deus (Deus esse que eu nem acreditava existir, sempre fui atéia, mas naquela hora senti a necessidade de ter fé, eu queria viver...só isso).

O segundo já me queria de quatro. Esse então... me doeu a alma! E gritei e dá-lhe navalhada, e então chorei calada, até que ele terminasse... O terceiro não fez exigências e tinha pressa, tinha medo... eu também não tinha mais forças pra resistir e já tinha meu corpo todo retalhado. Ele foi breve e começou a ter uma crise de arrependimento e pedia aos outros dois para irem embora, já tinham feito o que era o "combinado" entre eles, era hora de ir. E assim se foram, depois de três horas me abusando, me machucando... me marcando para o resto da vida.

Quando os três se foram eu fiquei ali, por alguns minutos até que o carro deles fizesse barulho e eu tivesse a certeza de que eles não estavam mais por perto. Me vesti suja mesmo, de porra e de sangue fui até a esquina telefonar. Eu chorava muito e sangrava demais também.

Eu não tinha telefone em casa, então fui até o próximo telefone publico e liguei para meu namorado, ele então veio me buscar, me levou até uma delegacia onde dei queixa e passei por exames de corpo-delito, etc. Dois dias depois ele não era mais meu namorado, pois acreditava que eu havia mentido, que eu era safada, e convidei os três sujeitos para uma “festinha”. A polícia nada fez e o pai do rapaz o mandou para fora do país e ficou por isso mesmo.

Pouco mais de um mês após o estupro, não menstruei e, é claro, só podia pensar no pior. E o pior aconteceu: eu estava grávida e Deus sabe de qual dos três! Eu não tive dúvidas sobre o que queria fazer: queria abortar imediatamente! Não queria uma parte dele dentro de mim (sem pensar que a outra parte era eu, era meu filho também), não tinha estrutura emocional nem financeira naquele momento e, honestamente, não pensei nem sequer por um segundo que deveria ter aquele filho.

E sendo assim busquei a Justiça, para que conseguisse uma autorização com um juiz para fazer esse aborto de formas "legais". A coisa não aconteceu e não pude (nem queria) esperar. Eu mesma encontrei uma clínica clandestina e marquei um consulta. O lugar mais parecia um açougue, mulheres esperando pelo abate... terrível.

Sai de lá no mesmo dia e, uma semana depois, estava sendo internada em um hospital com uma séria infecção no útero, causada pelo aborto. Febre alta, dores, parecia que os "efeitos colaterais" daquele estupro iam me perseguir para o resto da vida, eu vivia um inferno e não conseguia sair dele.

Ainda senti o problema na pele quando, anos depois, tentei ficar grávida do primeiro filho e não conseguia. Logo pensei que estava sendo castigada pelo aborto que havia feito.

Sinto essa culpa até hoje, vou carregar comigo para o resto da vida, não ha nada que vá me fazer mudar de ideia... Mas não soube fazer diferente na época, portanto não condeno quem faz e sou totalmente a favor do aborto, porque quanto mais dentro da lei a coisa funcionar, menos riscos de problemas como a infecção que eu tive irão acontecer. Tem mulheres que nunca mais podem ter filhos por causa de abortos mal feitos.

Essa péssima experiência, péssima maneira de perder a virgindade (não que eu fosse casar virgem), me transformara na mulher que sou hoje. Uma mulher forte, mas não amarga. Aprendi a lidar com o trauma da maneira que mais me foi fácil seguir a vida sem permitir que esse "evento" me a estragasse.

Ao invés de me bloquear, me fechar para os homens, fiz o contrário: passei a literalmente “dar” pra qualquer um que eu tivesse vontade. O corpo pra mim é apenas um objeto (lavou tá novo!). Objeto de prazer, sim, mas sexo é apenas sexo, não confundo com amor, com respeito... essas outras coisas fazem parte da alma, não do corpo. Certo ou errado, foi assim que superei o trauma e funcionou pra mim, como se quando alguém bate o carro tem que dirigir logo pra que não fique traumatizado.

Eu queria apenas dividir isso no seu blog para que outras mulheres tenham coragem de falar sobre o problema caso tenham passado por algo parecido. Seja com você, com alguém de confiança ou com um terapeuta. Obrigado!



Predadoras...



Há muitas mulheres que se orgulham de colecionar machos domesticados, contam com orgulho o passo a passo do abate de suas presas, suas peripécias e como conseguiram arrancar suas bolas e pô-las numa estante como troféus.
Nunca gostei de bicho domesticado, bicho domesticado é bicho perdido, castrado, sem liberdade, sem fator surpresa, sem novidades, sem mistérios, logo enjoa, torna-se desinteressante.
Porem há quem goste, conquiste, catequise, reeduque, até encontrar o próximo, o próximo...



Mas como a vida é uma sucessão de caixinhas surpresa dentro da grande caixa de Pandora, chega o dia em que aparece aquele do 'basta': o que até certos truques aprende, dá a pata, senta, levanta, finge de morto, vai ao shopping fazer compras, carrega sacolas, mas no fundo tem brios. Tem uma chama selvagem no fundo dos olhos, a mesma chama que você verá quando ele virar o jogo e te der aquele belo pé na bunda porque você não o tratou como merecia. E sei lá quem te tratou mal nessa vida, quantos te pisotearam, mas ó o 'olho por olho, dente por dente não existe há milênios' e as pessoas independente do gênero, merecem respeito.
Algumas mulheres costumam ser tão ou mais cruéis que certos homens violentos, porque além da violência física assediam moralmente, aqui Brasil ainda são raros os casos de denúncia masculina, mas na Inglaterra o número de mulheres atrás das grades por crimes domésticos tem crescido absurdamente. Há quem pense que crescimento acontece como resposta por séculos de abusos masculinos, mas não sei, tenho cá minhas dúvidas, acredito mesmo que nós nos encontramos definitivamente com a mulher primitiva que habita as nossas entranhas, aquela que levamos séculos para educar, e estamos chamando-a cada vez mais pra fora, cada vez mais à tona, cada dia falando mais alto. (Pausa para pensar nos momentos de pequenas ignorâncias que temos praticado ao longo das nossas vidas e sobre o quanto algumas vezes é difícil segurar/manter essa fera do lado de dentro) -É isso que queremos nos tornar?
-É essa a evolução por qual lutamos?
É necessário ter cuidado, quem brinca com fogo geralmente leva faíscas pra casa.